sábado, 5 de setembro de 2009

À Meu Amigo Marcos

Desde que acabou o Ensino Médio eu e meu amigo Marcos Negão temos nos encontrado pouco; porém, quando nos encontramos, é um momento gostoso em que podemos falar das últimas coisas que aconteceram e estão acontecendo em nossas vidas. Dedico esse texto a ele, que me fez pensar sobre os últimos anos da nossa vida.

O Exemplo (ou Para Sempre)

- Ela disse que me amava, encostada no meu peito, e disse que queria passar o resto da vida sentindo aquilo, comigo.
- Bem, amigo, e você?
- Eu também.
- Então você encontrou algo especial. É bom, não é? Deus quisesse que eu tivesse encontrado isso.
- Sabe, cara, quando a gente se encontra, costuma falar que demos certo no amor por causa do amor que nos foi dado pelas pessoas ao nosso redor. Principalmente pelas nossas famílias; acho que por isso a gente acredita tanto na família como exemplo.
- Mas claro, meu nêgo... o amor se conhece por exemplos.
- Hum?
- Assim, deixe-me explicar. Um belo dia eu achava que amava meu curso de faculdade, pois conseguia me manter estável, ter boas notas e parecer aos outros que eu era feliz com aquilo; até que eu o encontrei. Ele sim, amava aquilo; tinha olhos vivos quando falava de todo aquele conhecimento, de como podia ajudar o mundo, formar novas mentes pensantes, se enfiar naqueles livros que dariam traumatismo craniano se uma cabeça fosse atingida por eles. Foi aí, aí eu vi que eu não amava aquilo que faço.
- Serio? Você não ama?
- Não amo.
- E agora?
- Oras, meu caro. Acabo o que tenho que fazer e sigo em frente. Pois há alguma coisa que eu amo. E isso eu descobri do mesmo jeito, com exemplos. Mas a gente sabe que o amor se cultiva, se cresce e um dia pode se transformar (acho que nunca se acaba). Mas essa conversa fica próxima.
- Por quê?
- Bem, lá vem seu ônibus. Vai lá...
Ele sobe e procura um assento próximo a janela, no fundo do ônibus. Fico esperando ele partir. Quando o ônibus está saindo, vejo-o atender o celular e penso ler em seus lábios a frase mais sublime da história da humanidade.
- Hey, amor. Eu te amo.

Gustavo Gabriel

6 comentários:

Nathi disse...

Ah querido!

Você realmente sabe ler a vida!

Amo como a traduz pra mim!

Beijo de su hija[acho que é assim, meu espanhol anda se arrastando!]

Nathi disse...

Ps: Não adinata perguntar, não vou dizer quem é o "meu espanhol"!!

¬¬

kahakhakhkahkah!!

[bobinha eu!]

Mariana. disse...

Procuro ainda por aquilo que amo, aquilo que vai fazer sentido em minha vida. Procuro tanto, que as vezes me perco...E é tão ruim se perder de si :/

Por um segundo, vi todo o amor de seu amigo, será isso possível, moço? ;)

Quanto ao que me disse, queira eu passar por isso sem dor...A saudade dói muito Gabriel...Dói, mas também passa, e essa há de passar!

moço :*

J. Gilberto disse...

Todos amor é belo e infinito.
O problema é que quase nada daquilo que chamamos de amor é realmente amor.

Bom texto doutor. Até segunda.

Mariana. disse...

Que saudade de tuas palavras moço...Cadê você? Por onde anda teu cantar? ;)

Marcos Felipe disse...

Opa! Meu amigo Gustavo.

Dei valor ao texto e a leitura que fizesse daquele dia.
Muito bom!

Teu amigo Marcos