quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Del Corazón

(Foto: Gustavo Gabriel)

Quizá si hubiera dicho lo que se pasaba en mi pecho, pudiera tener algo diferente entre nosotros de lo que hay hoy. Pero las cosas no se pasan así. Cuando un decidi callarse, lo otro no sabrá lo que ocurriera nunca. Así seguirá la vida por el camino elegido por uno de dos.
Ese corazón que latió incesantemente no puede más latir como tal. No más, porque la vida debe seguir.
Obedezca, corazón, tu dueño! Yo te controlo! Tu estás en mis manos más que en mi pecho! La chance de controlarme y cambiar los destinos que tú tuviste ya pasó. Para tú, de luchar!
Dejame vivir el camino elegido; los asomos de felicidad que tengo al verla nada son que fantasmas del pasado. Fantasmas que me dejan nervioso e inquieto y rubro y...
Ellos hablan más que deben.
Yo hablo más que debo.
Callame, corazón.

ps.: Gracias a Micaela por la fotografia




PS: Ganhei esse selo especial da Mari (moça sentimental que faz o Coração pensar), regras:
1- Postar o selo.
2- Linkar quem te ofereceu o selo.
3- Indicar dez blogs que não saem da sua cabeça

1. Meu Pretexo Diário
2. Palavras Insolúveis
3. As Palavras tem Sabor
4. Across The Universe
5. Sem Título

6. Isobel Figue
7.
Marreco Blog
8. Incompleto e Sem Título
9. Dez.atinos
10. Deu na Telha

4- Avisá-los que receberam o selo.

5- Listar dez coisas que não saem da sua cabeça:.

- Eu me formar;
- O Rio de Janeiro;
- Morena(s);
- O trabalho;
- O trompete;
- Ganhar grana;
- PES;
- Conseguir a carteira de motorista;
- Fotografia;
- Deus.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

O Fluxo

07:20 da matina. Desperta; ou não. Mais nove minutos para dormir.
07:29 da matina. Desperta; pé no chão. Alongamentos, exercícios matinais, café da manhã rápido; simplesmente dormiu um pouco mais do que devia.

Seu nome é Israel Müller e ele vai encontrar Babilônia.
Babilônia, ou Babi, é o tipo de mulher que ensina. Quando Israel chegou na cidade, foi ela que o ajudou. Babilônia é mais experiente, tem sempre algo pra dizer, alguém para mostrar, os olhos de uma velha e a curiosidade de uma criança. Babi ensinou Israel a beber, a tocar violão, a conhecer gente nova, a dirigir e a querer saber que ele a queria. Ela só não o ensinou a saber o que querer além dela; e foi nessa hora que Müller acordou: 07:20 da manhã, disposto a falar com Babilônia.

Babi mora num canto alto, uma espécie de colina. Parece o lugar mais bonito do mundo, pois dá para observar toda a cidade de lá, inclusive o espetáculo de ver o sol descendo nos dois rios que cortam aquele lugar. Ali Babilônia descansava; uma luz vermelha na porta indicava que ela esperava Israel para o envolver novamente em seus braços e o ensinar um pouco mais da vida. Ali Israel chegou, olhou para Babilônia e disse:

- Hoje eu não vou ficar.
- Vai embora sem chegar, meu garoto?
- Vou embora, porque meus pais me chamam.

E Israel foi embora da cidade. Foi embora de Babilônia do mesmo jeito que chegou, sem razão e sem sentido.

Chegou em casa de seus pais, encontrou a porta aberta. Seu pai e sua mãe esperando na sala.

- Bem vindo à paz.

Sentiu que recomeçar começa em casa.

domingo, 27 de setembro de 2009

Gustavo Gabriel 2.0


" - Careca? Por que careca?
- Já ouviu falar que a gente nasce nu, careca e sem dente?
- Claro que já! Então?!
- Nasci de novo, baby, nasci de novo..."

Vamos ver se eu dou tiros certeiros nessa nova década.

"Um novo tempo, apesar dos perigos"
Ivan Lins.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Considerações [1]

"Uma câmera na mão e uma idéia na cabeça"
Glauber Rocha

Nem vou mentir para mim, nem para vocês. Ultimamente tenho tido uma enorme preguiça de escrever. Talvez isso se deva a minha atual vontade de escrever mais com a luz do que com a caneta (ou, diga-se de passagem, com o teclado).

Então, bem que resolvi falar um pouco de mim, coisa até fácil de fazer; entretanto, vou fazer isso contando uma pequena história que tratará do meu contato com a fotografia.

É bem difícil quando a gente se apaixona, pois se apaixonar de verdade as vezes ultrapassa o âmbito do relacionamento com a própria pessoa, e você pode acabar se aproximando até mesmo das coisas que aquele outro querido gosta.

E foi assim.

Eu e Ela, Nós e os Outros

Estávamos os dois na sala de estar. Ambiente mui amplo, que já fora remodelado várias vezes, pois nem sempre foi sala de estar. Foi salão de beleza. Um lugar que agora só guardava os fantasmas daquela época de casa cheia. E foi nesse lugar que eu realmente vi que me apaixonara.

Não só pela moça, mas por tudo que ela fazia.

- Vamo tirar uma foto.
- Foto? Agora?
- É, agora. Num pode, oxe?
- Pode...

Tirei a pequena câmera digital de minha mãe da bolsa. Mais uma vez o brilho.
Ela mandou eu me posicionar assim, assado, para a gente ficar de um jeito de outro, para ter um resultado X na foto Y. Nunca pensei que uma simples foto de casal pudesse ser tão complicada de tirar.
Mas não era isso.
O brilho dos seus olhos mostrava que ela estava fazendo algo que gostava. Gostava não, amava. Ela amava registrar os momentos com a luz; aquela era sua palavra de ordem ao congelamento do tempo.
Mas o tempo do seres humanos não se congela e tudo debaixo do sol se acaba. Restam as memórias
e o que com elas conseguimos guardar. A moça passou a ocupar outro lugar no meu coração, entretanto
deixara uma marca forte como a sua existência.
Alguns meses depois me via negociando com um amigo nos EUA para ele me trazer minha primeira
câmera digital. Poucos meses adquiria minha primeira semi-profissional. Começava então um novo
hobby que gradativamente se transformaria e se confundiria num estilo de vida: registre; não importa,
simplesmente registre.
Esses dias eu estava registrando, poucos dias depois continuarei registrando, e até onde minha
ínfima existência for, continuarei.
E quem sabe não acontece o inverso do começo dessa história: a paixão da fotografia me traga
um amor de moça?
Quem sabe. Quanto mais a gente registra a existência, mais pensa sobre ela, compreende e entende
que de futuro, ninguém entende.
Ninguém.

sábado, 5 de setembro de 2009

À Meu Amigo Marcos

Desde que acabou o Ensino Médio eu e meu amigo Marcos Negão temos nos encontrado pouco; porém, quando nos encontramos, é um momento gostoso em que podemos falar das últimas coisas que aconteceram e estão acontecendo em nossas vidas. Dedico esse texto a ele, que me fez pensar sobre os últimos anos da nossa vida.

O Exemplo (ou Para Sempre)

- Ela disse que me amava, encostada no meu peito, e disse que queria passar o resto da vida sentindo aquilo, comigo.
- Bem, amigo, e você?
- Eu também.
- Então você encontrou algo especial. É bom, não é? Deus quisesse que eu tivesse encontrado isso.
- Sabe, cara, quando a gente se encontra, costuma falar que demos certo no amor por causa do amor que nos foi dado pelas pessoas ao nosso redor. Principalmente pelas nossas famílias; acho que por isso a gente acredita tanto na família como exemplo.
- Mas claro, meu nêgo... o amor se conhece por exemplos.
- Hum?
- Assim, deixe-me explicar. Um belo dia eu achava que amava meu curso de faculdade, pois conseguia me manter estável, ter boas notas e parecer aos outros que eu era feliz com aquilo; até que eu o encontrei. Ele sim, amava aquilo; tinha olhos vivos quando falava de todo aquele conhecimento, de como podia ajudar o mundo, formar novas mentes pensantes, se enfiar naqueles livros que dariam traumatismo craniano se uma cabeça fosse atingida por eles. Foi aí, aí eu vi que eu não amava aquilo que faço.
- Serio? Você não ama?
- Não amo.
- E agora?
- Oras, meu caro. Acabo o que tenho que fazer e sigo em frente. Pois há alguma coisa que eu amo. E isso eu descobri do mesmo jeito, com exemplos. Mas a gente sabe que o amor se cultiva, se cresce e um dia pode se transformar (acho que nunca se acaba). Mas essa conversa fica próxima.
- Por quê?
- Bem, lá vem seu ônibus. Vai lá...
Ele sobe e procura um assento próximo a janela, no fundo do ônibus. Fico esperando ele partir. Quando o ônibus está saindo, vejo-o atender o celular e penso ler em seus lábios a frase mais sublime da história da humanidade.
- Hey, amor. Eu te amo.

Gustavo Gabriel

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Diário de um tímido [1]

15/02/xxxx

"Bem, diário, como se começa um diário? Acho que só se começa diário quando realmente não tem mais ninguém para se contar o que lhe agonia; de duas uma: ou eu vou começar um diário, ou fechar esse agora mesmo e procurar alguém. Opção 1.

Acho, diário, que eu posso falar com você como eu falo com qualquer um. E você sabe como eu falo. Não sabe? Bem, eu mexo muito as mãos e... bem, eu vou estar escrevendo? Ok... deixa essa parte pra lá. Ah! Eu conto histórias, das mais diversas. Eu bem que poderia contar uma minha, não é? Acho que a que me agonia cairia bem.

É porque ela chegou e eu travei.
(O que você esperava? Afinal, é o diário de um tímido...)

Tipo, a gente conversa e tal, e a gente conversa bem e tudos mais! Putz! Ela é demais! Ela gosta de tudo que eu gosto: temumputajeitocomartesdiversasadoraventurasevesteparecidocomigoescutaoqueeuescutoeblablablabla.

Cansei de falar dela.

Ah! Ela é linda, diário! Linda!!! Não o tipo de linda que se encontra por aí e... e... e...
é. Já estou falando sobre ela de novo.

Normal. Ultimamente tenho pensado muito nela, e até penso em chamá-la pra sair.
Acho que vou chamar... acho...

Bem, eu ia contar uma história.
Deixa pra depois.

É só que...
quando eu cheguei perto dela eu travei de verdade, de dizer a verdade do que sinto, mas parece que outro eu a disse que ela estava radiante naquele dia e aproveitando a sala vazia no trabalho, quis mostrar pra ela porque aquele era o melhor emprego do mundo: tranquei a porta e começamos a dançar ao som de Doors.

(Minha sorte era que a chefe tinha ido embora, porque se eu fosse pego...)

E ela ainda veio me dizer que não conhecia um louco como eu! Ai, Deus!
Louco e covarde não encaixam! Não encaixam!

Como eu falo pra ela, como eu falo pra ela?"

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Todo Tempo do Mundo

Não sabia fazer feliz a longo prazo. E essa era sua sina.

Quando lhe falou suas estórias, e quantas o deixaram, ela não lhe falou nada. Olhou nos seus olhos, como quem o descobria, lhe abraçou e disse "Tudo bem"; e se beijaram naquela saleta com cheiro de infância.

Ele nunca queria entender o que estava acontecendo. Vivia sempre no instantâneo, para si, e de ajudar os outros a recordar; de câmera na mão, registrava tudo dos outros, e nada de si. Pois era instantâneo. Suas histórias não se perdiam em livros escritos para a posteridade; mas se aqueciam nos ouvidos de quem queria ouví-las. E ela queria. E ele contava, com seu jeito de garoto malandro que não negava que era tal.

Ela queria tudo e adorava todos os momentos, como quem sempre guarda uma lembrança. Era o motivo da fotografia, a modelo, a paisagem. Também pudera: era um mulherão digna de ser registrada. Já ia bem com seus vinte e poucos; não tinha tudo na vida, mas tinha sorriso de quem pode conseguir tudo. Era assim, daquelas que adoram não demonstrar seu stress, olheiras e noites mal durmidas, mostrando sempre um sorriso na cara; pra ele.

Se conheceram para lá de lá e foram aqui os dias de expedientes mal cumpridos no trabalho dele, risos bestas dela e histórias que não acabavam mais dos dois.

Então, ela pegou o avião sem avisar.

E ele ficou a tirar fotos do céu, como quem quer registrar uma eternidade.