sábado, 30 de agosto de 2008

Minha cidade

Além das estruturas de concreto ao redor da área que se situa meu pequeno lar na zona sul de minha cidade (cidade-ovo), essa se fez, se faz e se fará cada vez maior. Depois de ler "As cidades Invisíveis" de Italo Calvino, eu percebi a extensão que minha cidade toma em meu imaginário; e digo mais: minha concepção nunca mais será a mesma. E nada melhor que o espaço-vazio entre dois espaços-cidades para conceber uma nova postura.
Coloco minha cidade agora no coração daqueles que eu amo e aprecio a convivência. Não sei agora quando eu chego na cidadevila-mais-verde ou na cidade-ovo ou ainda na cidade-duna que me rodeia, há não ser que alguém se faça a cidade para mim. Classifico então, observando o grande autor, minha cidade de Cidade-desejo; desejo estar perto. Cidade-olhos; minha visão mudou/muda/mudará. Cidade-mortos; os fantasmas que eu conheço e conheci se acumulam mais que os vivos. Cidade-nomes; a nomenclatura é a passagem. Cidade-símbolos; se mostre diferente para mim.
Cidade-euvocêele(s).

4 comentários:

João Gilberto disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
João Gilberto disse...

[assobio]

Não vou nem dizer quem disse pra ele ler esse livro, e de onde saiu a foto da ponte aqui do lado

x D

Esse é um grande homem dentro e fora das palavras.

Mima disse...

=) Obrigada pela dica! Obrigada tb por visitar o blog!

[Qto aos pontos, vc tem razão... n o fiz pensando muito na estrutura, mas, sim, no q queria dizer. Mas, muito obrigada pela dica! =)]

odacy disse...

puxando-saco dos saudáveis é? só pq vc é um deles(cê sabia disso né)?!

e apesar de não falar nada sobre eu li esse teu texto tá?!
beijinho pra tu.