sexta-feira, 15 de maio de 2009

Filme Classe B

Pois é, minha cara, o que eu poderia dizer sobre os filmes Classe B? Primeiro, o óbvio: eles são ruins. Podem até ser feitos com boas intenções, mas...
Aí está o ponto. O que diferencia um filme classe B do outro é, nada mais nada mesmo que, tcharam, você. Sim, além da intenção do filme, importa a sua intenção ao assistí-lo. Sei que um filme classe B é ruim, mas conheço pessoas que adoram classe B, porque as fazem rir (e outros chorar) o que torna os filmes nobres. Chega-se a conclusão que, diferente dos filmes classe A, que importam diretores, atores, a produção bla bla bla, para os filmes classe B importa também a público.

Simples. A arte imita a vida e essa última a arte. Eu tenho uma vida classe B, e só Deus sabe quantas classes abaixo podem existir. Eu não tenho um futuro brilhante (posso ter tido e perdido numa curva dessas de caminho), não tenho "feeling" para as coisas, realmente não sou bom em nada, não tenho um orçamento exagerado, entretanto que serve a produção e posso ser feito com boas intenções, tendo até um bom [Deus] diretor. Mas, acredite(o): sou classe B.

Só que eu rio, moça, eu rio. Eu choro, moça, eu choro.
Porque importa a intenção de quem me assiste a cada manhã. Não a produção.

Por isso, sorria... sorria...

[em homenagem a Ms. Funny]

6 comentários:

Debby disse...

Uau caprichou na melancolia! Posso deixar uma letrinha que tô ouvindo agora, gorinha? xD

Simplesmente amo essa música do Building 429, chama-se The Space In Between Us:

Look at my heart again
Look at the mess I've got it in
I'm trying to trust in You
To know that you'll see me through
Through my pride
Through my shame
Into Your love
Into Your grace
I'm not looking back
Till I see Your face
And I'm running straight to You
Because

All I really want to do is to fall into
The emptiness that is
The space in-between us
To break this division
All I really want to do is to fall into
The emptiness that is
The space in-between us
Erase it and bring us together again

My life's like an open book
Nothing is hidden when you look
You break through my boundaries
Revealing my insecurities
But through my pride
And through my shame
You show me love
You show me grace
I'm not looking back
Till I see your face
And I'm running straight to you
Because

Here I am saying I need you
I know I need you
Here I am, I'm coming to meet you
Cause I want to see you

Bjoks >.<

Isobel Figue disse...

Ser "classe B" talvez seja ficar bem em qualquer situação, isso é algo bom.
É bem melhor do que ser classe A como eu, porque se os atores que você deseja não estão mais no elenco...
Eu choro, eu choro.

João Gilberto disse...

Vocês ainda são muito chiques sendo filmes, sendo classe A ou B.

E quem não passa de um papel rabiscado entre o montante de papel no lixo abaixo de minha mesa de trabalho?

Estes afrancesados... sei não x D

Prefiro continuar sendo o dono do baralho.

Nathi disse...

Caraca, filosofia é o que não falta nestes comentários aí em cima..

Eu não sei se sou filme, carta de baralho, dono de filme ou baralho...

Prefiro não opinar quanto a isto, nunca fui muito boa com definições, acho que é melhor eu continuar sendo uma incógnita, pelo menos com essa indefinição eu sei lidar!
Afinal, posso ser o que quiser no dia de "hoje", amanhã eu decido o que serei!

Beijos Brilhantes*

Caceres disse...

Quanto a mim, não sei se sou filme, não sou dono do baralho, e, infelizmente, não posso ser o que quiser no dia de "hoje". Não conheço os da classe A ou os da classe B, por isso não posso falar sobre eles. Só posso dizer que o submundo é muito mais rico e interessante.

*LIS disse...

Eu sempre tenho a impressao que poderia estar em alguma situacao diferente, que em algum momento atras, eu fiz uma escolha, que pode ter sido a melhor(ou nao). Sempre fico imaginando onde eu estaria se tivesse feito coisas diferentes.
Pois e... ja penso assim...


Me consolo com a ideia de que agindo bem ou mal, sempre havera a oportunidade de melhorar um pouquinho...